quinta-feira, 29 de novembro de 2012

à manjação da vontade


não desejo nada -- ter vontades é meu único capricho. a espontaneidade da vontade é brasa que não queima. às vezes, explode feito fogos de artifício colorindo o negrume da noite. comemora-se -- cinco minutos depois perde a graça. por ora, saber o que não se quer é mais importante, pois a vida é uma grande seleção eliminatória, deusa louca banhando os filhos fracos no lago infernal. não querer é caminhar à beira do despenhadeiro da morte, é paralisar a energia dos moinhos que movem a vida, é expurgar o câncer que adoece a alma. vontade: segredo revelado, vislumbrado e esquecido em seguida. contrária à verdade, cada vontade possui uma certeza absoluta e só e basta.

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